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A queda do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ainda repercute entre torcedores, e não é para menos.
Depois de um empate inicial com Marrocos e uma goleada sobre o Haiti, a Seleção chegava ao mata-mata como favorita diante da Noruega, com 54,3% de chance de vitória segundo dados da SportRadar, fornecedora oficial da FIFA. O resultado, porém, foi o oposto do esperado: derrota por 2 a 1, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no domingo, dia 5 de julho.
Os dois gols noruegueses saíram dos pés (e da cabeça) de Erling Haaland, aos 34 e 44 minutos do segundo tempo. No primeiro, o atacante do Manchester City aproveitou cruzamento pela esquerda e cabeceou sem chances para Alisson. No segundo, recebeu na entrada da área e finalizou cruzado, ampliando a vantagem justamente quando o time brasileiro sentia o peso da eliminação. Neymar ainda descontou nos acréscimos, cobrando pênalti, mas antes disso o Brasil havia desperdiçado outra penalidade, batida por Bruno Guimarães e defendida pelo goleiro Nyland.
Um retrospecto que incomoda
O resultado tem um componente histórico difícil de ignorar. A Noruega segue sendo a única seleção que o Brasil nunca venceu ao longo de toda a sua trajetória em jogos oficiais. Antes da Copa de 2026, os dois times já haviam se enfrentado quatro vezes, com duas derrotas e dois empates brasileiros. Com o resultado deste ano, o retrospecto passou a ser de três derrotas e dois empates em cinco confrontos, um número que reforça uma dificuldade específica contra os nórdicos, distinta do desempenho da Seleção contra outras seleções europeias.
Além do peso simbólico da rivalidade, a eliminação nas oitavas representa a pior campanha brasileira em Copas do Mundo desde 1990, quando o time também caiu nessa fase, derrotado pela Argentina por 1 a 0. A comparação entre as duas eliminações chama atenção justamente por reunir duas gerações de jogadores talentosos que não conseguiram avançar além do primeiro mata-mata do torneio, alimentando o debate sobre o que trava o desempenho da Seleção justamente nos jogos de maior pressão.
O peso do jejum de títulos
Há ainda uma segunda camada nesse resultado, relacionada ao tempo sem conquistas. Caso o país não vença a Copa de 2030, completará 28 anos sem um título mundial, contados desde o pentacampeonato de 2002. Esse seria o maior intervalo sem taças na história do futebol brasileiro, superando o período entre 1930 e 1958, ainda que aquela fase tenha contado com menos edições do torneio. O dado, por si só, ajuda a entender por que a eliminação para a Noruega gerou tanta repercussão, mesmo em uma Copa disputada fora do Brasil e sem o desgaste emocional de um Mundial em solo nacional.
A fase de grupos já havia acendido alguns sinais de alerta. Na estreia, em 13 de junho, o time ficou no empate em 1 a 1 com o Marrocos, depois de sofrer o gol logo aos 21 minutos e buscar o empate somente aos 32. A resposta veio na rodada seguinte, com uma vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, com os três gols marcados ainda no primeiro tempo, o que indicava uma retomada de ritmo. Essa alternância entre atuações discretas e desempenhos mais sólidos ajuda a explicar por que a eliminação surpreendeu: o time mostrou capacidade de reagir, mas não sustentou esse nível diante de um adversário disciplinado taticamente.
O que a queda significa daqui para frente
Para quem acompanha o futebol brasileiro, a pergunta que fica é sobre os próximos passos da comissão técnica e da CBF diante de um resultado que reabre discussões sobre o planejamento de longo prazo da Seleção. Historicamente, eliminações precoces em Copas costumam vir acompanhadas de mudanças na comissão técnica e de revisões nos processos de formação de base, e não seria surpresa se esse ciclo se repetisse agora, sobretudo diante da proximidade de outro Mundial e de competições continentais nos próximos anos.
De qualquer forma, o episódio também ilumina o desempenho de Haaland, que chegou aos sete gols na competição e empatou na artilharia com Kylian Mbappé e Lionel Messi, evidenciando o quanto o futebol nórdico amadureceu nos últimos anos com uma geração liderada pelo atacante do Manchester City. Para o torcedor brasileiro, resta acompanhar o desenrolar do restante da Copa e esperar por explicações mais detalhadas da CBF sobre os rumos da Seleção daqui em diante.
Fontes: tuyoube.com.br | CNN Brasil | Forbes Brasil
