Compartilhe este artigo
Depois de vencer o Japão de virada, seleção brasileira enfrenta a Noruega em Nova Jersey em busca de vaga nas quartas de final.
A seleção brasileira deixa para trás o drama do Grupo C e mergulha de vez na fase eliminatória da Copa do Mundo 2026. Depois de vencer o Japão por 2 a 1, de virada, em Houston, o Brasil volta a campo no domingo, 5 de julho, para enfrentar a Noruega em Nova Jersey, em partida válida pelas oitavas de final. O confronto reacende uma dúvida recorrente entre os torcedores: o time vai conseguir manter o ritmo que o levou à liderança do Grupo C, com sete pontos, mesmo diante de uma seleção que chega embalada e disposta a surpreender? Para responder a essa pergunta, vale entender o caminho percorrido pelo Brasil até aqui, o momento da equipe de Vini Jr, Neymar e Raphinha, e o que está em jogo na busca pelo hexacampeonato, o sexto título mundial que o país persegue desde a conquista de 2002.
Como o Brasil chegou às oitavas de final e o que muda a partir de agora
O caminho do Brasil na Copa do Mundo 2026 começou com uma campanha sólida na fase de grupos, quando a seleção venceu Haiti e Escócia e empatou com Marrocos, terminando na liderança do Grupo C com sete pontos. O resultado garantiu à equipe a primeira colocação e, com isso, um caminho que a levou a enfrentar o Japão, segundo colocado do Grupo F, logo na primeira fase do mata-mata, uma novidade da edição de 2026, que passou a contar com 48 seleções e, por isso, ganhou uma rodada extra antes das oitavas tradicionais.
Contra o Japão, em Houston, o Brasil precisou buscar o resultado no segundo tempo depois de sair atrás no placar, vencendo por 2 a 1 de virada. A vitória, ainda que trabalhada, reforçou a fama da seleção de resolver jogos difíceis mesmo sem entrar em campo com a melhor versão possível, um padrão que já se repetiu em Copas anteriores. Agora, o adversário muda: a Noruega chega às oitavas depois de uma campanha equilibrada, e o confronto com o Brasil está marcado para domingo, 5 de julho, às 17h no horário de Brasília, em Nova Jersey, mesmo estádio que vai receber a grande final do torneio, em 19 de julho.
O momento da seleção brasileira e os nomes que podem decidir o jogo
Boa parte da expectativa em torno do duelo contra a Noruega gira em torno do trio ofensivo formado por Vini Jr, Neymar e Raphinha, apontado como um dos mais talentosos do torneio. Vini Jr, cotado como um dos favoritos ao prêmio de melhor jogador da competição, foi o autor do gol de empate contra o Marrocos e segue como a principal referência de drible e decisão da equipe no último terço do campo. Neymar, maior artilheiro da história da seleção brasileira, com 79 gols, ainda está em fase de retorno após lesão, e a expectativa é que volte a atuar ainda nesta fase eliminatória, o que daria ao Brasil mais uma opção de criação e experiência internacional.
Já Raphinha vive um bom momento físico, sendo peça importante tanto na pressão após a perda de bola quanto na criação de jogadas e na cobrança de bolas paradas, ainda que sua produção com a camisa do Brasil não tenha sido tão consistente quanto a que costuma apresentar pelo clube. Do outro lado, a Noruega representa um adversário que historicamente incomoda seleções favoritas justamente por jogar sem a pressão de quem é apontado como candidato ao título, um fator que torna qualquer jogo de mata-mata imprevisível. A combinação entre um Brasil em busca do ritmo ideal e uma Noruega organizada tende a deixar o jogo de domingo em aberto até os minutos finais.
O que está em jogo para o Brasil na briga pelo hexacampeonato
Uma eventual vitória sobre a Noruega levaria o Brasil às quartas de final, marcadas para 11 de julho, em Miami, contra o vencedor do confronto entre México e Inglaterra. A sequência do torneio segue com a semifinal prevista para 15 de julho, em Atlanta, e a grande final em 19 de julho, de novo em Nova Jersey, palco onde a seleção tentaria erguer o troféu que falta desde 2002. O Brasil é a única seleção presente em todas as edições da Copa do Mundo e soma cinco títulos, conquistados em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, o que faz da campanha atual mais uma tentativa de encerrar um jejum que já dura seis edições do torneio.
Para os torcedores, a partida contra a Noruega representa também um teste de consistência: times que chegam embalados da fase de grupos nem sempre mantêm o mesmo nível diante de adversários mais físicos e organizados, e a Noruega se encaixa nesse perfil. Assim como em campanhas anteriores, quando o Brasil precisou lidar com jogos truncados nas fases decisivas, o duelo de domingo deve exigir paciência tática e eficiência nas oportunidades criadas, já que jogos de mata-mata costumam punir qualquer oscilação com a eliminação imediata. Vencer aqui não garante o título, mas mantém viva a expectativa de uma campanha que, até agora, tem sido de resultados consistentes, mesmo quando o futebol apresentado não convence completamente a torcida.
Independentemente do resultado contra a Noruega, o duelo de domingo já cumpre o papel de testar a capacidade da seleção brasileira de sustentar o favoritismo em um Mundial com 48 equipes, formato que aumenta o número de jogos e, consequentemente, o desgaste físico e emocional de qualquer candidato ao título. A vitória sobre o Japão mostrou que o time consegue reagir sob pressão, uma característica valiosa em competições eliminatórias. Agora, resta acompanhar se essa mesma capacidade de resposta vai se repetir diante de um adversário europeu, disciplinado taticamente e sem nada a perder. O próximo capítulo dessa trajetória começa a ser escrito neste domingo, em Nova Jersey, com o Brasil buscando mais um passo rumo ao hexacampeonato.
Fontes: Olympics.com: https://www.olympics.com/pt/noticias/copa-do-mundo-2026-brasil-mata-mata Olympics.com: https://www.olympics.com/pt/noticias/copa-do-mundo-2026-brasil-locais-datas-jogos-cruzamentos-selecao-brasil Gazeta do Povo: https://www.gazetadopovo.com.br/conteudo-publicitario/apostas/copa-do-mundo-brasil/
