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Depois de meses de expectativa e trailers que já haviam esgotado sessões inteiras em salas IMAX com um ano de antecedência, “A Odisseia” chegou finalmente aos cinemas brasileiros em 16 de julho, um dia antes da estreia no restante do mundo, marcada para 17 de julho.
O novo filme de Christopher Nolan é uma adaptação do poema épico de Homero e acompanha a longa jornada de Odisseu de volta para casa após a Guerra de Troia, enquanto tenta se reencontrar com a esposa, Penélope.
Nolan optou por uma interpretação realista da mitologia grega, tendo como referência a tradução de 2017 feita pela classicista Emily Wilson, primeira mulher a traduzir a obra para o inglês. Em entrevistas anteriores ao lançamento, o diretor descreveu Odisseu como um estrategista brilhante e, ao mesmo tempo, um personagem profundamente complicado, uma leitura que se reflete na abordagem mais humana e menos espetacularizada dada aos elementos mitológicos da história.
Uma produção pensada inteiramente para o IMAX
O filme foi rodado 100% em câmeras IMAX, decisão que, segundo relatos, nasceu de uma ligação direta de Nolan ao CEO da empresa logo após o sucesso de “Oppenheimer”. A IMAX chegou a desenvolver uma nova geração de câmeras especialmente para o projeto, reservadas até o momento exclusivamente para o diretor. A fotografia ficou a cargo de Hoyte van Hoytema, que também assinou “Interestelar” e “Oppenheimer”, enquanto a produtora Emma Thomas confirmou que a versão final tem menos de três horas de duração.
O elenco reúne alguns dos nomes mais conhecidos de Hollywood. Matt Damon, que já havia trabalhado com Nolan em “Interestelar” e “Oppenheimer”, interpreta Odisseu, tendo passado por preparação física intensa para o papel. Anne Hathaway, veterana do universo do diretor, vive Penélope; Tom Holland interpreta Telêmaco, filho do protagonista; e Zendaya aparece como a deusa Atena. Completam o time de apoio Robert Pattinson como Antínoo, líder dos pretendentes de Penélope, Charlize Theron como a feiticeira Circe e Lupita Nyong’o como Clitemnestra. Com orçamento estimado em US$ 250 milhões e filmagens em sete países, a produção reforça a ambição do projeto.
Como a crítica recebeu o filme
Passadas as primeiras semanas de exibição, os números de recepção crítica já dão uma boa dimensão do impacto do filme. No Rotten Tomatoes, 95% das 380 críticas registradas até agora são positivas, com nota média de 8,7 em 10, tornando “A Odisseia” o filme mais bem avaliado de toda a carreira de Nolan no site. O consenso da plataforma descreve a obra como uma releitura de uma aventura antiga com grandiosidade e um trabalho de atuação excepcional por parte de um elenco numeroso. No Metacritic, a pontuação chegou a 89 em 100, com base em 60 críticas, classificação que indica aclamação praticamente unânime entre os veículos especializados.
O que esperar dos próximos meses
Com a recepção crítica consolidada e a resposta do público ainda em análise nas bilheterias, “A Odisseia” já entra no radar da temporada de premiações, com boa parte da imprensa especializada citando o filme como um dos favoritos ao Oscar. Para quem ainda não assistiu, vale reforçar que a experiência foi desenhada especificamente para telas IMAX, o que torna a escolha da sala de exibição um fator relevante para aproveitar o trabalho de fotografia e som construído ao longo de toda a produção.
Fontes: tuyoube.com.br | Wikipédia | Observatório do Cinema
