Segundo o empresário Aldo Vendramin, o agro em transformação reflete um movimento profundo que vem redefinindo a forma de produzir, gerir e pensar o campo. A agricultura e a pecuária deixaram de ser atividades baseadas apenas na experiência empírica e passaram a incorporar tecnologia, planejamento estratégico e práticas sustentáveis como elementos centrais da competitividade. Esse processo não ocorre de forma pontual, mas contínua, impulsionado por demandas de mercado, avanços científicos e pressão por eficiência.
A seguir, descubra por que o agro moderno cresce quando inovação e estratégia caminham juntas.

Como o agro em transformação está incorporando tecnologia no campo?
O agro em transformação é fortemente impulsionado pela adoção de tecnologias que aumentam a precisão e eficiência produtiva. Ferramentas como agricultura de precisão, sensores, drones, imagens de satélite e softwares de gestão permitem monitorar lavouras, solos e rebanhos com alto nível de detalhamento. Isso reduz desperdícios e melhora o uso de insumos. Aldo Vendramin frisa que a tecnologia também viabiliza decisões mais rápidas e assertivas.
Dados climáticos, análises de solo e históricos de produtividade auxiliam o produtor a planejar plantio, colheita e manejo com menor risco. A intuição continua importante, mas agora é complementada por informações técnicas confiáveis. Além disso, a automação de processos no campo reduz a dependência de mão de obra em tarefas repetitivas e melhora a padronização das operações. Esse avanço tecnológico amplia a escala produtiva e contribui para maior previsibilidade dos resultados, um fator essencial em um setor sujeito a tantas variáveis externas.
De que forma a gestão profissional fortalece o novo agro?
A profissionalização da gestão é um dos pilares do agro moderno. O produtor passou a lidar com margens apertadas, custos elevados e volatilidade de preços, o que exige controle rigoroso de despesas, receitas e investimentos. Gestão deixou de ser acessória e passou a ser estratégica. Esse movimento transforma a propriedade rural em uma unidade empresarial mais organizada. Com isso, decisões deixam de ser intuitivas e passam a ser orientadas por dados e planejamento.
Planejamento financeiro, controle de custos por talhão ou atividade, análise de rentabilidade e avaliação de riscos são práticas cada vez mais presentes no campo. De acordo com Aldo Vendramin, essa organização permite identificar gargalos, corrigir ineficiências e direcionar recursos para áreas mais produtivas. O acompanhamento sistemático melhora a previsibilidade dos resultados. Ademais, fortalece a capacidade do produtor de enfrentar ciclos adversos com mais segurança.
Por que a sustentabilidade se tornou parte central do agro moderno?
Como pontua o empresário Aldo Vendramin, a sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso e passou a influenciar diretamente o acesso a mercados, crédito e valorização da produção. Práticas sustentáveis hoje representam diferencial competitivo, especialmente em mercados internacionais e cadeias mais exigentes. Produtores alinhados a esses critérios tendem a acessar melhores condições comerciais e institucionais. Com isso, a conformidade ambiental fortalece a reputação e a previsibilidade do negócio.
O uso racional de recursos naturais, a redução de impactos ambientais e a adoção de soluções como biofertilizantes, manejo conservacionista e compensação de carbono demonstram que é possível produzir mais com menor impacto. Essas práticas também contribuem para a longevidade da atividade rural. Ao preservar solo, água e biodiversidade, o produtor protege sua própria capacidade produtiva futura. Assim, sustentabilidade e eficiência passam a caminhar juntas no campo.
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